Fotógrafo Sebastião Salgado se posiciona sobre a ascensão da direita no Brasil

09/11/2018 - 10h45min - Por Ohana Simas
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O fotógrafo brasileiro, Sebastião Salgado, que fugiu do país nos anos 1960 por conta da ditadura, foi entrevistado pela rádio francesa “France Inter” e deu sua opinião sobre a posição do governo do Brasil e logo afirmou que o país ficou louco e que já está dando sinais de insanidade.

 “Quando Dilma Rousseff, eleita democraticamente, foi destituída, praticamente em um golpe de Estado, e um governo totalmente corrupto foi colocado no lugar, começamos a perder o controle do País. Colocamos na prisão aquele que poderia ser eleito diretamente no primeiro turno, por corrupção, praticamente sem provas. Praticamente um prisioneiro político. Houve muita corrupção do PT e que, para governar, o partido comprou muito apoio político. E isso se voltou contra as forças democráticas” disse.

Na entrevista, Salgado comentou sobre a rejeição de Jair Bolsonaro e da maneira que ele foi eleito, afinal, muitas pessoas não foram votar. Falou sobre o juiz Sérgio Moro aceitar o cargo no Ministério da Justiça e também que não acredita na volta da ditadura.

O fotógrafo acredita que Bolsonaro enfrentará um grande desafio ao fazer mudanças no governo sem se jogar nos acordos e concessões políticas. E que é impossível não ver a grande diferença que existe entre o discurso e a realidade que será enfrentada.

Sebastião possui uma ONG voltada para o reflorestamento no Brasil e afirma que acabar com o Ministério do Meio-Ambiente e destruir uma parte da Amazônia trazem efeitos para economia, haverá um movimento planetário de boicote.

Plantaremos 150 milhões de árvores e não precisamos de dinheiro público. O grande problema ecológico de Bolsonaro é a Amazônia, porque ele prometeu uma abertura da Amazônia ao agrobusinness. Mas eu me pergunto se o agrobusinness precisa da Amazônia. Eles têm as terras mais férteis do mundo” disse e completou. “As Forças Armadas são a principal instituição presente na Amazônia, e eu conheço um certo número de jovens generais que são contra a abertura da Amazônia”, afirma.

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