Fotógrafo Juliano Coelho é acusado de assédio e estupro

26/06/2018 - 09h45min - Por Ohana Simas
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Os relatos sobre abusos estão chegando com mais força nas mídias sociais a cada dia que se passa e felizmente, mais um fotógrafo acaba de ser denunciado. Juliano Coelho atuava em Florianópolis, Santa Catarina, e também era bastante conhecido em outras regiões do país, é alvo de mais de uma dezena de denúncias de assédio, constrangimento e até estupro.

Os relatos começaram na última sexta-feira, 22, depois de um desabafo da fotógrafa Camila França sobre fotógrafos abusadores. As vítimas do fotógrafo parecem ter sido encorajadas e começaram a compartilhar suas experiências em um perfil no Instagram que já contabiliza mais de 8 mil seguidores. 

Juliano se aproveitava do ofício e relativa fama para despir e tocar mulheres – modelos ou aspirantes a fotógrafas – mesmo contra vontade delas. E vendia como sendo natural o fato de ficar visivelmente excitado enquanto as fotografava. Quando repreendido, passava a se comportar de forma hostil ou desentendida e chegava a não entregar os trabalhos, segundo relatos.

Entre diversas histórias, a mais grave aconteceu em 2014. Durante um ensaio em um hotel no centro de São Paulo, ele teria estuprado a modelo. Segundo a vítima, o fotógrafo alegou ter sido um acidente de percurso e ainda pediu para que não contasse a ninguém, pois tinha uma carreira e uma família. 

Há cerca de dois dias, procurou a vítima para se desculpar através de uma mensagem e pediu uma oportunidade de trabalhar com a modelo novamente. Durante a tarde de segunda-feira, 25, fez um pronunciamento em seu site alegando que não fotografaria mais para cuidar de su família. 

Desde 2009, o Código Penal Brasileiro prevê que não é preciso haver penetração para que o crime se caracterize como estupro. De acordo com o artigo 213, o estupro acontece quando há, com violência ou grave ameaça, “conjunção carnal ou prática de atos libidinosos”. As penas podem variar de seis a 10 anos de prisão. As vítimas, quando maiores de 18 anos, precisam registrar boletim de ocorrência e então entrar com uma representação até seis meses depois de o crime ocorrer. Após este prazo, perde-se o direito de denúncia.

Fonte: Cláudia

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