Acusado de utilizar tamanduá empalhado em foto, brasileiro perde prêmio internacional

27/04/2018 - 11h16min - Por Arthur Manson
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Márcio Cabral, geógrafo brasileiro, foi o vencedor do Concurso de Vida Selvagem de 2017. Porém, sua foto foi desclassificada. A foto noturna que continha um tamanduá se movendo em direção a um enorme cupinzeiro no Parque Nacional das Emas, em Goiás, era falsa. Ou seja, segundo o Museu de História Natural de Londres, que administra a competição, o animal utilizado não era real, era um animal empalhado, e violava as regras.

 "Essa desqualificação deve lembrar aos participantes que qualquer transgressão das regras e do espírito da competição será descoberta", disse  Roz Kidman Cox, presidente do júri do Vida Selvagem do Ano.
 

A imagem que foi chamada de The Night Raider (O Invasor Noturno, em tradução livre), havia vencido o prêmio na categoria "Animais em Seus Ambientes".

As suspeitas começaram a aparecer quando algumas pessoas declararam que o animal é um modelo empalhado encontrado na entrada da reserva. Especialistas analisaram a situação e chegaram a mesma conclusão. Cabral cooperou para a investigação enviando fotos que tinha do antes e depois do acontecido, porém, nenhuma de suas fotos continha o animal. Ele ainda afirma que continuará tentando provar sua inocência.



 "Acho desalentador e surpreendente que um fotógrafo possa ir tão longe para enganar a concorrência e seus seguidores em todo o mundo. A competição dá grande importância à honestidade e à integridade, e tal violação das regras é desrespeitosa com a comunidade de fotografia da vida selvagem, que está no coração da competição", diz à BBC Kidman Cox, que está no júri do Vida Selvagem há mais de 30 anos.

 


 

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