Estes barcos são estúdios de fotografia ambulantes

29/03/2018 - 11h42min - Por Arthur Manson
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Dois fotógrafos, dois barcos transformados em casa e estúdio, uma viagem pela Europa. É assim, que os artistas Claudius Schulze, alemão de Hamburgo, e Maciej Markowicz, polaco residente em Berlim, decidiram embarcar, literalmente, numa aventura fotográfica por rios e canais europeus e relatar esta experiência única e interativa num blogue. Partiram da Alemanha em novembro de 2017, navegaram por Amesterdão e Paris, vão agora passar a primavera a Berlim e terminam em Hamburgo, na Trienal de Fotografia de junho deste ano. Durante a viagem, os dois artistas estão envolvidos num estudo sobre o meio ambiente, a arte e turismo, a vida urbana e a fotografia.


As viagens fazem parte do Ubermut Project, um projeto para mostrar ao mundo os viveiros de cultura, arte e empreendedorismo que Berlim e Hamburgo são neste momento; no fundo apresentar a criatividade “feita na Alemanha” a todo o mundo. Mas são também projetos muito pessoais: no seu blogue, Claudius Schulze conta que, em outubro de 2012, teve uma espécie de epifania, no comboio de Hamburgo, de regresso a casa depois de uma corrida. Ao ver a luz a piscar nas janelas do comboio, ou seja, o movimento de luz criado pelo movimento do comboio, percebeu que o que lhe faltava como artista era apenas movimento, uma câmara em movimento. Chegou a casa e fez este esboço do que seria o seu barco:


 

Seis anos depois, o barco de Claudius percorre rios e canais e a quem o vê passar oferece um centro comunitário para discussão e workshops, sobre viagens e fotografia. 
Já o barco de Maciej é uma câmara obscura inovadora e acessível, que também pode ser visitada. Uma vez lá dentro, os visitantes podem experimentar uma única projeção em tempo real ou descobrir as obras de arte do fotógrafo.


Segundo a Lonely Planet, que falou com o artista polaco, se encontrar o fotógrafo nos 2700 quilómetros do seu percurso, Maciej oferece workshops, histórias e até passeios de rio no seu barco. “Desde que meu barco é meu estúdio e o laboratório, naturalmente tornou-se minha vida”, conta à revista. Por isso, se andar por perto, aproveite.
 

Via: Nit

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