O Olhar Fotográfico

27/12/2016 - 14h53min - Por
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O Olhar Fotográfico

Por mais detalhado que alguém possa descrever um determinado acontecimento, jamais será tão preciso quanto registrá-lo em imagens. No contexto de uma foto está o tempo, a história, a vibração, os sentimentos, a grandiosidade da vida, ou seja, muito mais do que uma simples imagem impressa num papel.

Existem fotógrafos que se especializam nos mais diversos assuntos, do clássico ao fotojornalismo, como fotografias do cotidiano, de celebrações, paisagens, esportes, shows, moda, gastronomia, fundo do mar, fotos aéreas, rostos, guerras e até partos. Mas há um campo que ela abrange que não propõe apenas mostrar beleza, e sim refletir sobre os problemas e valores da convivência humana.
A chamada “Fotografia Humanizada” busca retratar os sentimentos na sua forma mais natural e verdadeira. Alegria, euforia, sorrisos, vitórias, assim como dores, aflições, angústias e tristezas estão intrínsecos, dando sentido humanitário a essa forma de arte.

Captar as expressões das pessoas nas mais diferentes situações, como em catástrofes, miséria, desafios radicais, superação de limites nas práticas esportivas, e muitas outras, pode resultar num trabalho fotográfico espetacular.



As fotografias de esportes, por exemplo, têm características como ação, velocidade e dinamismo. O fotógrafo precisa estar atento, pois os lances são únicos.  São fotos onde o profissional capta o ser humano em seu limite, expressões faciais decorrentes de esforço, dor de uma contusão, busca de um recorde, fadiga, alegria por uma vitória ou decepção pela derrota. Estas são algumas das faces da fotografia esportiva.

Esportes como natação, mountain bike, futebol, paraquedismo, hipismo, skate, esqui, lutas, automobilismo, sinuca, poker ou uma infinidade de outros, já foram assunto para fotos memoráveis. Algumas ficaram registradas na história, assim como o nome do fotógrafo que clicou o momento.

Mas estas fotos não vão ser usadas somente pela mídia ou pelos fãs, para divulgação ou álbum dos atletas. Um bom exemplo é o que o Full Tilt Poker, um dos maiores sites de poker online do mundo, fez com fotos de jogadores. A empresa foi uma das precursoras em utilizar fotos realistas com o objetivo de humanizar o poker online.


Como neste esporte existem expressões envolvidas e muita tensão, inclusive para determinar certas jogadas (como o blefe), e no online elas não podem ser vistas pelos oponentes, as fotos fazem o papel de trazer essa atmosfera ao jogo.

Outro trabalho fotográfico que ganhou caráter social foi o do fotógrafo holandês Jan Banning. Ele fotografou moradores de rua de uma forma diferente, esquecendo os cenários comuns e os tons em P&B normalmente usados nestas fotos. Assim como outros modelos, levou estes moradores para um estúdio, destacando assim, a igualdade entre os seres humanos.


Banning, juntamente com o seu assistente, fez mais de 100 retratos percorrendo a Carolina do Sul, Georgia e Mississippi, nos Estados Unidos.  Esse trabalho criou a série “Down and Out in the South”, que em 2013 se tornou um livro com 42 fotografias. O fotógrafo fez questão de entregar a cada morador de rua uma cópia de seu retrato.

João Roberto Ripper, o fotodocumentarista brasileiro, faz do seu trabalho uma reflexão sobre a realidade. Temas sociais e lutas políticas são as suas principais características, mesclando comunicação e direitos humanos.  O olhar trazido pelo fotógrafo promove um debate sobre as necessidades básicas, a discriminação social e a relação entre homem e natureza.


Apesar de ter uma longa carreira nessa área, foi apenas em 2009 que Ripper fez sua primeira exposição individual, publicando o livro “Imagens Humanas”, com 195 fotos, escolhidas a partir de um acervo de 150 mil imagens.

Já o trabalho de Paul Goldstein, fotógrafo especializado em vida selvagem, teve uma proposta inusitada. Acostumado a fotografar animais em seu habitat natural, ele mudou de posição e ficou em frente à câmera para denunciar a extinção de espécies de tigres.

Para isso ele usou, nas fotos, uma capa de tigre e fez o ensaio em vários lugares do mundo. Assim, a fotografia serviu como ferramenta para Goldstein denunciar o tráfico ilegal de animais e as espécies em extinção.

Via: Fotorafia DG

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