Fotógrafa de parto tem página com quase 150 mil curtidas removida após censura do Facebook

30/11/2016 - 23h17min - Por
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Via FHOX e Olhar Direto

(Foto: Elis Freitas)

Em junho de 2015, a fotógrafa de parto Elis Freitas foi reconhecida internacionalmente, quando uma cena de seu trabalho foi incluída no clipe “Freedom” [Liberdade], de Pharrell Williams. Em 2016, no entanto, ‘Liberdade’ foi algo que ela teve dificuldade de encontrar. Após diversos bloqueios em seu perfil, sua página do Facebook – com 149 mil curtidas – foi removida da rede social. A justificativa: “As fotos não seguem o padrão da comunidade Facebook”. 

Graças à visibilidade adquirida, Elis já viajou até para a Itália para registrar um nascimento. Segundo ela, sua Fan Page no Facebook era o principal canal de comunicação entre ela e os clientes. Ela nasceu em Rondônia, mas há mais de três anos vive em Cuiabá e trabalha como doula e fotógrafa de partos humanizados.

Após mais de seis bloqueios em sete meses, no dia 10 de outubro a página da fotógrafa foi removida. “O estopim foi um link do Vimeo que não aparece nada de mais”, conta. Foi assim que a fotógrafa passou a ter cada vez mais dificuldades em contactar, interagir e mostrar o seu trabalho para os clientes. “Antes meus vídeos tinham todos mais de 30 mil visualizações. Hoje chegam só a mil (…) às vezes um cliente manda uma mensagem pelo Facebook e eu também não tenho como responder”.

(Foto: Elis Freitas)

Elis Freitas também criou uma nova Fan Page. No entanto, seu perfil já foi bloqueado mais uma vez. Segundo Elis, o bloqueio não vem de denúncias de pessoas, mas sim de um sistema do Facebook que encontra figuras “com mais pele do que roupa”. A fotógrafa contratou uma advogada e pretende entrar com uma ação contra o Facebook.

No último dia 23, quarta-feira, a ‘France Press’ publicou um artigo afirmando que a rede social criou uma ferramenta de censura geográfica, e que o objetivo seria a liberação do Facebook na China, onde é bloqueado. No texto, o jornal cita que foram censuradas páginas de “negação do holocausto e apologia ao terrorismo”. Aparentemente, fotos de parto humanizado também entram na lista. 

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